Como levar seu songbook para outro app de cifras
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O custo real de trocar de app de cifras não é o app, é o que você construiu dentro dele: acordes corrigidos durante anos, músicas ajustadas para o seu tom, a ordem de um ensaio. A boa notícia é que a maior parte disso vive em formatos portáteis. Este guia explica qual arquivo leva o quê, o que costuma se perder no caminho e como trocar sem colocar um único ensaio em risco.
Primeiro o backup, depois veja o que ele é
Todo app de cifras tem uma exportação ou um backup. É o primeiro passo: faça o backup e guarde em um segundo lugar — só o celular não basta; a nuvem ou um computador são melhores.
Depois veja o que o backup é de fato, porque é isso que define a portabilidade. Há três possibilidades: um único arquivo de texto, um monte de arquivos de música organizados em pastas, ou um único pacote compactado (zip). Abra o zip no computador: o que sair dele diz o formato. Arquivos .pro/.cho/.txt lá dentro são boa notícia; um único arquivo de dados mais um hash significa um formato próprio do app.
Não se deixe enganar pela extensão. Os apps inventam a sua, mas por baixo quase sempre há um zip comum — tente renomear para .zip no computador e abrir.
Qual formato leva o quê?
No mundo dos apps de cifras há poucos formatos e quase todos são primos. O que os separa é a quantidade de informação que o arquivo leva junto com a letra.
| Formato | O que leva | Atenção a |
|---|---|---|
| ChordPro (.cho, .chopro, .pro, .crd) | Letra + acordes dentro do texto; título, artista, tom, andamento | O formato mais portátil — é texto simples, dá para corrigir na mão se precisar |
| OnSong (.onsong) | Letra + acordes + linhas de cabeçalho | Muito parecido com o ChordPro; usa linhas simples no começo do arquivo em vez de diretivas |
| Texto simples (.txt) | Letra + linhas de acordes por cima | Sem metadados: tom, andamento e capotraste precisam ser preenchidos de novo no app novo |
| Uma imagem da página | Imagem, não texto: transposição, diagramas de acordes e busca não funcionam | |
| Backup próprio do app (zip) | A biblioteca inteira + setlists + ajustes | Só abre no próprio app, ou em um que saiba ler esse formato |
Na prática o caminho mais seguro é este: se o seu app antigo consegue exportar em ChordPro, escolha isso. O backup próprio dele leva mais coisas (setlists, ajustes), mas aí você precisa achar um app que o leia — ChordPro todo mundo lê.
O que se perde no caminho?
Letra e acordes quase sempre chegam. O que some costuma ser a camada pessoal em volta da música — e saber disso antes é melhor do que descobrir no ensaio.
- Desenhos, marcações e anotações à mão sobre a página: praticamente nenhum formato comum leva isso.
- Ajustes de visualização: velocidade da rolagem, tamanho da letra, tema.
- Mapeamentos MIDI, atribuições de pedal, preferências de clique e metrônomo.
- Etiquetas, favoritos e «tocadas recentemente» — a camada de organização; alguns formatos salvam isso como nomes de pasta.
- A ordem das músicas: se os setlists passarem, a ordem vai junto; se não, você refaz as listas na mão.
Já o tom, a transposição e o capotraste costumam sobreviver: ficam nas diretivas ChordPro ou no backup próprio do app. Ou seja, como a música se toca costuma chegar; como ela aparecia na tela, não.
Seis passos antes de trocar
Não marque a troca para o dia de um ensaio. Esta ordem basta para manter as surpresas longe do palco.
- Faça o backup, guarde em um segundo lugar e olhe o tamanho — poucos kilobytes geralmente significam que só os nomes das listas saíram.
- Teste primeiro o app novo com meia dúzia de músicas; não jogue a biblioteca inteira de uma vez.
- Escolha músicas difíceis para o teste: um título com acentos, uma música com capotraste e um PDF.
- Confira o tom e o capotraste um por um — é o campo que mais estraga em silêncio.
- Verifique se os setlists e a ordem deles chegaram.
- Não apague o app antigo antes de passar por pelo menos um ensaio, e guarde o arquivo de backup em algum lugar.
A primeira meia hora depois da importação
A importação terminar não quer dizer que o trabalho terminou. Compare os números: quantas músicas havia no app antigo e quantas há no novo? Uma diferença quase sempre vem de duas coisas — um formato que não pôde ser lido, ou duas cópias da mesma música fundidas em uma só.
Depois abra as dez músicas que você mais toca e dê uma olhada: os acordes caem na sílaba certa, os títulos das seções estão lá, as linhas compridas quebram direito? Se essas dez estiverem boas, o resto também está.
Uma das primeiras coisas a fazer no app novo deve ser o seu próprio backup. A mudança está feita, mas neste momento a única cópia vive dentro do app novo. Se você passou para o Songlivo, a seção de backup do guia explica passo a passo como fazer.
Se você está mudando para o Songlivo
O Songlivo reconhece o formato pelo conteúdo, não pelo nome do arquivo, então o seu backup não precisa terminar em .songlivo. Ajustes → Dados → «Importar» abre um seletor sem filtro: um único arquivo, ou «Escolher uma pasta» para trazer uma pasta inteira de uma vez.
- Arquivos ChordPro, OnSong e de texto simples são lidos diretamente.
- Backups feitos de arquivos de música organizados em pastas também são lidos; os nomes das pastas viram listas.
- As partituras em PDF chegam só para visualização — transposição e diagramas de acordes não se aplicam a um PDF.
- Tom, transposição, capotraste, andamento e suas anotações vêm com a música sempre que o arquivo os tiver.
O limite de 30 músicas da versão grátis também vale para a importação; mudar uma biblioteca maior de uma vez exige o Pro.
Quando a mudança termina começa o trabalho de verdade: refazer as listas, acertar os tons, deixar tudo pronto para o palco. O passo a passo está no guia.